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Lima Participa Da 1ª Reunião Técnica Para Os Empresários Contábeis Do CRC-SP

Lima participa da 1ª Reunião Técnica para os Empresários Contábeis do CRC-SP

Encontro tratou de Escrituração Contábil Fiscal e destacou a contabilidade como área estratégica para a gestão das empresas
Profissionais atualizados e preparados são destaques em qualquer área de atuação, inclusive no setor contábil. E visando fornecer mais instrumentos para que as empresas de contabilidade possam qualificar ainda mais os serviços que prestam aos clientes, o Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP) realizou, nesta sexta-feira (4), sua primeira reunião técnica para responsáveis das organizações contábeis. O tema central foi a Escrituração Contábil Fiscal (ECF), uma obrigação acessória, vigente desde 2015, imposta às pessoas jurídicas estabelecidas no Brasil.

A abertura da atividade foi feita pelo presidente do Conselho, José Donizete Valentina. O presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon-SP), Reynaldo Lima Jr, foi um dos convidados, juntamente com o contador, autor e professor universitário Arnobio Neto Araujo Duraes. A mediação foi realizada pela representante do Sescon-SP, Carla Chiomento, e pela representante do Conselho, Heloisa Felippe da Silva.

“É um prazer estar aqui nessa estreia, com um excelente palestrante, nessa grande parceria entre o Sescon São Paulo e o CRC de São Paulo, numa relação que tem gerado muitos frutos. Queremos sempre contribuir com o debate”, garantiu Lima. Para o anfitrião, o presidente Donizete, a união entre entidades é uma grande conquista para os profissionais e empresas do setor. “Esse esforço conjunto das entidades congraçadas para levar aos nossos associados conteúdos de relevância para a profissão é algo que nos traz muita satisfação”, afirmou.

De acordo com o professor Arnobio Duraes, o tema abordado pode parecer simples, mas é, na realidade, bastante complexo. “Esta é uma das obrigações mais completas e complexas, porque envolve toda a parte fiscal. Ela veio para substituir a antiga Declaração de Imposto para Pessoa Jurídica, a DIPJ. Através dela, a Receita Federal quer saber o apanhado que nós fizemos durante o ano, cálculos, recolhimentos, etc. Felizmente, hoje, estamos em um mundo com processos muito mais evoluídos, desde 2007, quando a Receita basicamente informatizou tudo. Nestes últimos 13 anos, o governo tem despejado um caminhão de tecnologia para de fato auferir se estamos cumprindo a legislação tributária, e não é pouca coisa”, destacou.

Durante a explanação, Duraes falou sobre caixa e equivalente de caixa; saldos negativos IRPJ e CSLL; tratativas das aplicações financeiras; distribuição de lucros em anos anteriores; provisões para perdas de estoque; demonstrações contábeis na ECD; impostos retidos na fonte e demonstrações como gestão de negócios. Entre as dicas, ele afirmou: “O plano de contas compete com o contador. A Receita criou os planos referenciais, mas quem manda na sua receita é você. A contabilidade tem que ser completa e muito analítica. Caso o agente de renda não encontre isso muito transparente, ele autuará a empresa. Por isso, repito: é super importante o plano de contas. Ele diz quem é o contador como profissional”, ressaltou.

Nos comentários, o presidente do Sescon-SP também enfatizou uma série de cuidados que os responsáveis pelas empresas de contabilidade devem tomar. “Muitos clientes não têm ideia da responsabilidade que são as demonstrações contábeis. As empresas precisam confiar no contador e colocar à disposição os dados que são essenciais para a realização do nosso trabalho, e isso exige uma relação de confiança que ocorre, por sua vez, se nos aproximarmos dos nossos clientes. Outra coisa importante é prevermos em contrato exatamente o serviço que é da nossa alçada. Por exemplo, com relação a estoque, temos que lembrar que a responsabilidade da empresa de passar os números de estoque. Não podemos assumir essa responsabilidade nos nossos contratos de prestação de serviço. O contador pode ajudar a empresa a fazer, ou ser contratada a fazer inventário, mas isto deve estar acordado por escrito, lembrando da responsabilidade de cada parte”, argumentou o presidente do Sindicato.

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